Paris é sinónimo de elegância, luxo e muito charme. Cidade da Torre Effiel, do Louvre e das prestigiadas e caras marcas de roupa. Hotéis de cortar a respiração também não faltam. E desde Junho de 2010 o recém-remodelado Royal Monceau veio trazer mais glamour à cidade-luz. Um hotel de cinco estrelas, que combina originalidade, arte e design por entre objectos de decoração clássica e contemporânea - e com Philippe Starck como mestre de cerimónias.

Localizado apenas a cinco minutos a pé do Arco do Triunfo e dos Campos Elísios, o hotel Royal Monceau foi projectado pelo arquitecto Louis Duhayon e inaugurado em 1928. A sua “nova cara” data já de 2008.
Foi celebrada uma “demoliton party” (festa da demolição) que marcou o arranque das obras. Não sobrou pedra sobre pedra do antigo hotel. Durante dois anos e com um custo de mais de 100 milhões de euros, o designer Philippe Starck ficou encarregue de transformar por completo toda a decoração. O extraordinário resultado começa logo pela entrada. Espaçosa, clássica e muito elegante. Em tons de vermelho e branco, iluminada por diversos candeeiros. Os porteiros que nos recebem fazem jus à mesma: estão todos elegantemente vestidos, très chic (diriam os parisienses).

Os 150 quartos, dos quais 54 suites, são inspirados nas décadas de 40 e 50 e decorados com obras de arte e móveis desenhados por Starck. Há um toque de rock and roll em muitos deles, com direito a guitarra e um estúdio de gravação portátil próprio.
A melhor de todas as suites encontra-se no último piso: um ático com um quarto, sala e casa-de-banho. A cama do quarto, grande e confortável, tem lençóis brancos italianos. Na sala podemos usufruir do serviço de 24 horas do hotel para provar os croissants, as frutas, os biscoitos ou os famosos macarrons disponíveis. A casa-de-banho é um autêntico “banho de luz”. Branca e revestida de espelhos por todos os lados, talvez se possa pensar que acabamos de entrar numa loja de diamantes. E no quarto também existe um outro espelho: encostado à parede, como se de um quadro se tratasse, é capaz de se transformar numa televisão através de um comando remoto.
O hotel é um ponto de encontro entre todos os tipos de arte. Possui a sua própria galeria, a “Art District”, que abriu com vários trabalhos do artista Jean- Michel Basquiat, pertencentes à colecção Enrico Navarra. Tem também uma livraria e um blogue, o “Artforbreakfast”. Quanto ao cinema, existe uma sala reservada para 100 hóspedes.
E na culinária pode optar por dois restaurantes, o “La Cuisine” e o “Il Carpaccio”. No primeiro, são servidas refeições variadas confeccionadas pelo próprio chef do Royal Manceau e as sobremesas têm a assinatura de Pierre Hermé, mais conhecido como o “pai” dos macarrons. O segundo é dedicado à cozinha italiana. Para relaxar a meio da tarde e beber um chá, basta ir até ao “Le Gran Salon”. Mas se lhe estava mesmo a apetecer uma massagem para acompanhar, não hesite. Existe um spa que espera a sua visita.
Aqui, é normal encontrar actores, directores, cantores ou modelos como vizinhos de porta. Se estiver disposto a pagar cerca de 800 euros por noite, então desejamos-lhe uma boa estadia.


















