quarta-feira, 8 de junho de 2011

R9 o fenomeno.!


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O cineasta e ensaísta italiano Pier Paolo Pasolini esboçou uma teoria sobre o futebol que, em linhas gerais, diz o seguinte: o futebol é uma linguagem e, como tal, podem-se detectar traços de poesia e de prosa na maneira de jogá-lo. O estilo europeu seria prosa, por representar uma maneira taticamente rígida, um controle pragmático da bola e das ações de ataque e defesa. A poesia seria o futebol praticado na América do Sul, e especialmente no Brasil: o estilo de jogo que está intrinsecamente ligado ao improviso, ao drible e ao rebuscamento no trato com a bola, pouco afeito a táticas rígidas.
Fico um pouco descontente em ter que generalizar uma teoria tão refinada e inteligente, que identifica variações como a prosa estetizante italiana e a prosa realista inglesa, entre outras sutilezas que o amante do esporte bretão ficaria muito contente em saber. Um dia eu volto com um texto sobre este assunto, eu prometo, mas agora vamos ao que interessa: se Pasolini se referiu ao futebol brasileiro como um futebol de poesia, num silogismo simples concluo que nossos jogadores são poetas. E são, de fato.
Hoje, 7 de junho de 2011, precisamente às 21:50 (horário de Brasília) um dos nossos grandes poetas escreverá seus últimos versos no histórico estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembú, em São Paulo – onde curiosamente está o nosso Museu do Futebol.
Ronaldo Luís Nazário de Lima, o Ronaldo “Fenômeno”, o maior centro-avante nascido no planeta Terra, entrará em campo pela última vez vestindo a camisa canarinho, que tanta falta sentirá do jogador que imortalizou a camisa 9, assim como fez Pelé com a 10 e Romário com a 11.
Após o apito final ou no caso de uma possível substituição, Ronaldo deixará para sempre de pisar num estádio como jogador profissional. Será um momento histórico, e eu tenho certeza que muitos irão às lágrimas, emocionados.
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Entrevista coletiva do futebolista brasileiro, no Ministério da Educação.
Quem pôde acompanhar sua trajetória como jogador, como eu (como muitos), presenciou inúmeros prêmios e títulos, e gols e dribles que desafiaram a lógica do jogo e uniram em deslumbramentos os povos mais variados. Presenciou como a fama desmedida pode custar caro para qualquer pessoa, talvez mais para um jovem de vinte e poucos anos de origem pobre - ser a maior estrela do futebol mundial o derrubou numa crise nervosa horas antes da final da Copa de 98, na França.
Presenciou como o jogador conseguiu pelo menos três vezes durante a carreira renascer das cinzas e provar a tudo e a todos que, em toda história da humanidade, poucos darão aos pés “astúcias” de mãos como ele deu. Sua precisão, seu toque de gênio, sua incomparável facilidade de prever a jogada posterior são daqueles mistérios que, por mais que tentemos decifrar, jamais chegaremos a uma resposta.
Quando, em 14 de fevereiro deste ano, Ronaldo anunciou numa coletiva de imprensa a sua aposentadoria, houve uma comoção nacional: nos bares, nos jornais, nas esquinas não havia outra notícia. “Eu perdi para o meu corpo”, foi com essa frase que ele terminou o anúncio do fim da sua vitoriosa carreira.
Seu corpo, como sabemos, virará adubo – não agora, um dia, quando ele falecer. Seus gols, dribles e jogadas, como também sabemos, flutuarão infinitamente como pólen: alastrando, pelos ares, a poesia do futebol.


ps,ps,ps.!!!


Francisco Assis anunciou que está na corrida para secretário-geral do Partido Socialista e afirmou que tem de se promover «de novo a abertura do PS à sociedade». «Tempo, imaginação e consistência» foram as palavras-chave anunciadas para a sua candidatura. Adiantou ainda que, se for eleito, abandona o cargo de líder parlamentar e que tem o apoio de António Costa.
Assis falou em «ruptura» com o passado recente do partido: «A nossa herança não vem perseguida de qualquer testamento». Afirmou ainda que a sua candidatura «nada renega, mas tudo quer construir».
Em conferência de imprensa na sede nacional do PS, no Largo do Rato, anunciou a sua intenção sem a companhia de apoiantes: «Quis estar hoje aqui sozinho. A minha candidatura é a de um homem livre, que aderiu ao PS e que com o PS exerceu as mais diversas funções políticas», disse o líder parlamentar no seu discurso.
Francisco Assis disse que o PS tem «uma grande obrigação: constituir-se uma alternativa de esquerda em Portugal». E falou da viragem à direita em toda a Europa: «O projecto europeu apresenta estar em estado de desagregação e a esquerda foi praticamente varrida da governação europeia, optando por soluções conservadoras, por vezes populistas e perigosas».

FACEBOOK NÃO VAI ABRIR REDE A CRIANÇAS PORQUE ESTAS APENAS DARIAM ‘LIKES’ A POSTS SOBRE COCÓ



Mark Zuckerberg garantiu que, ao contrário do rumor que corria, não abrirá o Facebook a menores de 13 anos. Isto porque, segundo Mark Zuckerberg, esses utilizadores não trariam grande retorno em termos de tráfego à rede social, dando apenas “likes” a posts que falassem de chichi e cocó, os temas que fazem as crianças rir, algo apenas disponível na página do deputado socialista José Lello, que ontem mesmo escreveu que “o Passos Coelho vai fazer chichi pelas pernas abaixo” e que “o Cavaco Silva é mesmo cocó”. VE