terça-feira, 29 de março de 2011
Souto de Moura: Nunca esperei ganhar o Prizker
O arquitecto Eduardo Souto de Moura, distinguido com o Prémio Pritzker 2011, considerado o Nobel da Arquitetura, mostrou-se surpreendido com a atribuição do galardão, afirmando que não o ganhou "por ser excecional".
"Uma das coisas que Siza Vieira (o outro arquitecto português vencedor do Pritzker) diz é que a primeira condição para ganhar prémios é não pensar neles. E, portanto, eu nunca esperei ganhar o Pritzker", disse Souto de Moura na segunda-feira à noite, em conferência de imprensa, num hotel de Lisboa.
"Se mo deram a mim, não é por ser excecional. Eu adivinho que, com a crise internacional, a crise económica, os arquitectos excepcionais não vão ter grande futuro, porque acabou um certo estrelato na arquitectura", disse.
Sublinhando tratar-se de uma interpretação sua, "porque o júri foi unânime" e não conhece lá "ninguém pessoalmente", o arquitecto considerou "que tem algum significado esta entrega a um arquitecto português".
"Porque é um prémio americano, que entregam à Europa, que entregam ao país mais marginal da Europa, e talvez ao menos vistoso dos arquitectos portugueses, talvez dos mais sóbrios, por uma questão de formação, que defende quase a arquitetura anónima -- bem feita, mas quase anónima -, a arquitectura simples, objetiva e pouco narrativa", argumentou.
Sobre as consequências deste prémio, Souto de Moura observou: "Para mim, é muito bom, porque estava muito preocupado com a minha actividade de arquitecto [no atelier de Lisboa emprega 10 arquitectos e no do Porto 35]. Praticamente, só trabalho lá fora (...) e assim vai haver mais trabalho".
Mas frisou: "Onde eu gosto mais de construir é aqui em Portugal, constrói-se bem (...) mas por mais boa vontade que haja não há investimento público".
Em Portugal, o arquitecto gostaria de acabar as suas obras: "Está tudo parado por falta de verbas", observou.
E deu alguns exemplos, como o Centro Cultural de Viana do Castelo, o metro do Porto - que "é um sucesso em termos de público" mas que gostaria que tivesse "uma segunda fase" - e, por último, um convento em Tavira, também por concluir.
Sustentou ainda que o facto de ter sido um português a ganhar o Pritzker pode ser benéfico para "o futuro dos escritórios de arquitectura em Portugal", porque, neste momento, "não há emprego, está tudo a emigrar".
"Temos bons arquitectos e a chamada geração à rasca está mesmo à rasca, está mesmo a sair [do país]. E não há para onde ir... Neste momento, os únicos sítios para onde os arquitectos jovens e sem ser jovens -- da minha idade, cinquenta e tal -- estão a ir é para a Suíça, porque a Europa não está famosa, e para o Brasil", comentou.
Se tivesse de destacar só uma das suas obras, escolheria o estádio de Braga, porque foi feita "no momento certo, no sítio certo".
Quanto às características que definem o seu estilo, Souto de Moura diz que este "transporta as tradições da arquitectura".
"Eu não acredito em saltos epistemológicos nem em invenções. Aliás, a imaginação é uma coisa perigosa na arquitectura. Acho que é preciso trabalho e há uma evolução e a arquitectura tem de ter um sentido de continuidade, tem de pegar na tradição e usar os meios actuais para ser melhor", defendeu.
"Se mo deram a mim, não é por ser excecional. Eu adivinho que, com a crise internacional, a crise económica, os arquitectos excepcionais não vão ter grande futuro, porque acabou um certo estrelato na arquitectura", disse.
Sublinhando tratar-se de uma interpretação sua, "porque o júri foi unânime" e não conhece lá "ninguém pessoalmente", o arquitecto considerou "que tem algum significado esta entrega a um arquitecto português".
"Porque é um prémio americano, que entregam à Europa, que entregam ao país mais marginal da Europa, e talvez ao menos vistoso dos arquitectos portugueses, talvez dos mais sóbrios, por uma questão de formação, que defende quase a arquitetura anónima -- bem feita, mas quase anónima -, a arquitectura simples, objetiva e pouco narrativa", argumentou.
Sobre as consequências deste prémio, Souto de Moura observou: "Para mim, é muito bom, porque estava muito preocupado com a minha actividade de arquitecto [no atelier de Lisboa emprega 10 arquitectos e no do Porto 35]. Praticamente, só trabalho lá fora (...) e assim vai haver mais trabalho".
Mas frisou: "Onde eu gosto mais de construir é aqui em Portugal, constrói-se bem (...) mas por mais boa vontade que haja não há investimento público".
Em Portugal, o arquitecto gostaria de acabar as suas obras: "Está tudo parado por falta de verbas", observou.
E deu alguns exemplos, como o Centro Cultural de Viana do Castelo, o metro do Porto - que "é um sucesso em termos de público" mas que gostaria que tivesse "uma segunda fase" - e, por último, um convento em Tavira, também por concluir.
Sustentou ainda que o facto de ter sido um português a ganhar o Pritzker pode ser benéfico para "o futuro dos escritórios de arquitectura em Portugal", porque, neste momento, "não há emprego, está tudo a emigrar".
"Temos bons arquitectos e a chamada geração à rasca está mesmo à rasca, está mesmo a sair [do país]. E não há para onde ir... Neste momento, os únicos sítios para onde os arquitectos jovens e sem ser jovens -- da minha idade, cinquenta e tal -- estão a ir é para a Suíça, porque a Europa não está famosa, e para o Brasil", comentou.
Se tivesse de destacar só uma das suas obras, escolheria o estádio de Braga, porque foi feita "no momento certo, no sítio certo".
Quanto às características que definem o seu estilo, Souto de Moura diz que este "transporta as tradições da arquitectura".
"Eu não acredito em saltos epistemológicos nem em invenções. Aliás, a imaginação é uma coisa perigosa na arquitectura. Acho que é preciso trabalho e há uma evolução e a arquitectura tem de ter um sentido de continuidade, tem de pegar na tradição e usar os meios actuais para ser melhor", defendeu.
Controlo anti-doping a Futre leva à exclusão da candidatura de Dias Ferreira
Controlo anti-doping a Futre leva à exclusão da candidatura de Dias Ferreira
A Autoridade Antidopagem de Portugal não quis revelar qual a substância encontrada no sangue de Paulo Futre depois da conferência de imprensa de ontem, mas suspeita-se que será de origem oriental, uma vez que o antigo craque revelou o interesse no melhor jogador chinês da actualidade e na abertura ao mercado asiático, o que demonstra bons contactos lá para aqueles lados. Já em off, o campeão europeu portista confidenciou também a intenção de reforçar o Sporting com o guarda-redes menos batido do Lesoto, o melhor trinco nepalês e o ponta-de-lança mais eficaz da Ilha da Páscoa. Quando lhe pediram para comentar a actual crise política, Futre revelou que Portugal devia escolher um presidente belga.
Soldados dos EUA abusam de prisioneiros do Afeganistão disfarçando-se de Sócrates e impondo medidas de austeridade aos prisioneiros
Fotografias mostram novos abusos sexuais de soldados americanos a presos no Afeganistão.
Isto é chocante, pois não se entende a razão pela qual os soldados não vão às prostitutas, que não serão as belas russas do Elefante Branco, mas porra, são mulheres, sempre é melhor que empalar gajos barbudos que não tomam banho desde a invasão soviética em 1980! Além das sevícias sexuais, os soldados fazem tortura psicológica, hipnotizando os prisioneiros, que pensam que são portugueses. Então, um soldado disfarçado de Sócrates anuncia terríveis medidas de austeridade, causando nos infelizes uma dor lancinante. Outro soldado, disfarçado de Teixeira dos Santos, anuncia a subida dos impostos, causando ainda mais dor. Por último, os prisioneiros são hipnotizados para pensarem que são adeptos do Sporting e os soldados passam um jogo dos leões, sujeitando-os à tortura mais cruel e intolerável.
Berlusconi propõe George Clooney como testemunha
Berlusconi propõe George Clooney como testemunha
17h21m
A defesa do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, propôs o actor norte-americano George Clooney como testemunha no processo "Rubygate", segundo um advogado ligado ao processo citado pela agência France Presse.
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| Berlusconi quer que Clooney seja ouvido em tribunal |
"Propusemos como testemunhas, entre outros, George Clooney, mas também os ministros Franco Frattini [Negócios Estrangeiros], Mara Carfagna [Igualdade de Oportunidades] ou Maria Stella Gelmini [Educação]", disse o advogado.
"Preparámos uma lista de 78 testemunhas, que integra também personalidades do espectáculo em Itália", acrescentou a fonte, citando como exemplo a modelo argentina Belén Rodriguez.
A apresentação de uma lista de testemunhas pela defesa não implica a sua aceitação automática pelo tribunal. Os juízes podem considerar que um ou mais testemunhos não são relevantes para um determinado caso e recusá-los.
O julgamento de Berlusconi foi marcado para 6 de Abril no Tribunal de Milão.
Segundo a acusação, Ruby, nascida a 1 de Novembro de 1992, "teve relações sexuais com Silvio Berlusconi, em troca de pagamento em espécie ou outro", em 13 encontros que mantiveram em Arcore, residência do chefe do governo italiano perto de Milão, entre 14 de Fevereiro e 02 de Maio de 2010.O primeiro-ministro italiano será julgado pelas acusações de recurso à prostituição de menores e de abuso de poder, por ter diligenciado directamente para que Ruby fosse libertada depois de uma detenção por suspeita de roubo, em maio de 2010.
Tanto Ruby como Berlusconi negam ter mantido relações sexuais. Quanto à acusação de abuso de poder, o primeiro-ministro alega ter intervindo em favor da jovem apenas porque estava convencido de que ela era uma sobrinha de Hosni Mubarak, então presidente do Egipto, e que agiu para preservar as relações bilaterais entre os dois países.
Ainda segundo o advogado de Berlusconi, Clooney será chamado a depor porque Ruby disse ter visto o actor e a sua namorada, Elisabetta Canalis, numa das festas de Berlusconi; Canalis já desmentiu ter estado na festa.
Tanto Ruby como Berlusconi negam ter mantido relações sexuais. Quanto à acusação de abuso de poder, o primeiro-ministro alega ter intervindo em favor da jovem apenas porque estava convencido de que ela era uma sobrinha de Hosni Mubarak, então presidente do Egipto, e que agiu para preservar as relações bilaterais entre os dois países.
Ainda segundo o advogado de Berlusconi, Clooney será chamado a depor porque Ruby disse ter visto o actor e a sua namorada, Elisabetta Canalis, numa das festas de Berlusconi; Canalis já desmentiu ter estado na festa.
Amêijoas à espanhola
Amêijoas à espanhola

500g de amêijoas pretas
1 tomate
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
Azeite q.b.
1 molho de salsa
1 tomate
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
Azeite q.b.
1 molho de salsa

Preparação:

Coloque as amêijoas em água salgada, de preferência do mar, até soltarem a areia.
Entretanto, parta a cebola em meias luas finas e leve ao lume com azeite, os alhos e o louro. Deixe a cebola ficar translúcida e junte o tomate, previamente partido em cubinhos. Deixe apurar por 5 minutos e junte as amêijoas.
Vá mexendo o tacho, até todas as amêijoas abrirem.
Polvilhe com salsa e sirva com limão.
Entretanto, parta a cebola em meias luas finas e leve ao lume com azeite, os alhos e o louro. Deixe a cebola ficar translúcida e junte o tomate, previamente partido em cubinhos. Deixe apurar por 5 minutos e junte as amêijoas.
Vá mexendo o tacho, até todas as amêijoas abrirem.
Polvilhe com salsa e sirva com limão.

Observações:

Como vim passar uns dias ao Algarve, as receitas que vou publicar estes dias têm sabor a mar. Estas amêijoas foram apanhadas na praia, de manhã, e cozinhadas ao almoço! Uma verdadeira maravilha!!!

Justiça: Ministro admite que curso especial de magistrados não abriu por "carências financeiras"
Justiça: Ministro admite que curso especial de magistrados não abriu por "carências financeiras"
19:58 Terça feira, 29 de Mar de 2011 |
Lisboa, 29 mar - O ministro da Justiça admitiu hoje no Parlamento que o curso especial de magistrados não entrou em funcionamento em dezembro por "carências financeiras", mas disse estar "tudo em aberto" quanto "ao resto", no Centro de Estudos Judiciários (CEJ), prometendo uma decisão em setembro.
Alberto Martins falava na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, onde foi ouvido sobre o CEJ, a situação dos Centros Educativos e a utilização por guardas prisionais da arma teaser (de descarga elétrica) num recluso da prisão de Paços de Ferreira que se recusou a limpar a cela.
Relativamente a esta última questão suscitada pelo Bloco de Esquerda (BE), garantiu que serão "apuradas as responsabilidades" e sublinhou ter ordenado aos Serviços Prisionais que aquelas armas não sejam utilizadas em situações idênticas.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Khadafi vai fazer programa de culinária na Al Jazeera
Khadafi vai fazer programa de culinária na Al Jazeera
Khadafi já encontrou uma actividade para aliviar do stress. O Presidente da Líbia vai abrilhantar os serões de sexta da Al Jazeera num programa de culinária, uma moda que já enjoa no Ocidente mas que é novidade no canal de televisão do Qatar. Cada programa vai contar com a participação de um convidado especial, estando já confirmados Ben Ali, Mubarak, Mohammed VI, Rei de Marrocos, Ali Abdullah Saleh, presidente do Iémen, Mohammed Ould Abdelaziz, presidente da Junta Militar da Mauritânia, e José Sócrates, o convidado da sessão inaugural do programa e que vai apresentar uma receita de risotto de camarão.
Godinho Lopes vai pedir a recontagem dos pontos do Sporting no campeonato
Godinho Lopes vai pedir a recontagem dos pontos do Sporting no campeonato
O novo presidente do Sporting, Godinho Lopes, vai pedir à Liga de Clubes uma recontagem dos pontos amealhados pelo Sporting na actual temporada.
Godinho Lopes, que ganhou 900 votos a Bruno de Carvalho na recontagem dos votos e que também se safou da embrulhada legal depois da recontagem dos negócios dos navios-hotel da Expo 98, vai usar essa habilidade para tentar salvar a desastrosa prestação do Sporting, que só conseguiu 38 pontos, menos 30 pontos que o primeiro classificado, o FC Porto. “Vamos pedir uma recontagem dos golos marcados pelo Paços de Ferreira, Benfica, Nacional, Guimarães, Porto, Beira-Mar e Olhanense nos jogos contra o Sporting. Temos dúvidas e é preciso afinar o marcador desses jogos. Estamos confiantes. Com essa recontagem, o Sporting poderá ultrapassar o Benfica e ir à Liga dos Campeões”, declarou Godinho Lopes no discurso da vitória.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Harry Houdini
Harry Houdini, nome artístico de Ehrich Weiss, (Budapeste, 24 de Março de 1874 — Detroit, 31 de Outubro de 1926) foi um dos mais famosos escapistas e ilusionistas da História.
Sua família emigrou para os Estados Unidos, quando Houdini tinha quatro anos, em 3 de julho de 1878, a bordo do navio SS Fresia. Teve uma infância muito pobre, o que o obrigou a trabalhar desde cedo. Foi perfurador de poços, fotógrafo, contorcionista, trapezista. Foi também ferreiro e nesse ofício ele aprendeu os truques que mais tarde o transformariam no maior mágico ilusionista do mundo.
Certa vez, seu chefe encarregou-lhe de abrir um par de algemas cuja chave um policial perdera. Após inúmeras tentativas usando serras, Houdini teve a idéia de pinçar a fechadura para abri-la. Ele conseguiu e a maneira como o fez serviu de base para abrir todas as algemas que empregava em seus truques.
Houdini e um elefante (1918)
Desde então passou a se apresentar como mágico, fazendo números nos quais se libertava não só de algemas, mas também de correntes e cadeados, dentro de caixas, dentro de tanques fechados; dentro e fora d'água, de todo o jeito. Fez um sucesso enorme e ninguém até hoje conseguiu desvendar seus truques por completo, mesmo depois dele ter escrito boa parte dos segredos em livro.
Houdini tinha habilidades impressionantes. Era capaz, por exemplo, de ficar vários minutos dentro de água sem respirar. E foi numa destas demonstrações de suas habilidades - a "incrível resistência torácica" - que ele morreu. Após apresentar o número para uma platéia de estudantes em Montreal, no Canadá, enquanto ele ainda exibia o "super" tórax, um dos estudantes, boxeador amador, invadiu os bastidores e sem dar tempo para que Houdini preparasse os músculos, golpeou-lhe o abdômen com dois socos. Os violentos golpes romperam-lhe o apêndice, e quase uma semana depois ele morreu, num hospital de Detroit. Era o fim de Harry Houdini, considerado até hoje o maior mágico que já existiu.
Houdini também atuou como um desenganador, ou seja, desmascarando pessoas que alegavam possuir poderes sobrenaturais tais como médiuns.
terça-feira, 22 de março de 2011
Le Royal Monceau Hotel: o glamour ainda vem de Paris
Paris é sinónimo de elegância, luxo e muito charme. Cidade da Torre Effiel, do Louvre e das prestigiadas e caras marcas de roupa. Hotéis de cortar a respiração também não faltam. E desde Junho de 2010 o recém-remodelado Royal Monceau veio trazer mais glamour à cidade-luz. Um hotel de cinco estrelas, que combina originalidade, arte e design por entre objectos de decoração clássica e contemporânea - e com Philippe Starck como mestre de cerimónias.

Localizado apenas a cinco minutos a pé do Arco do Triunfo e dos Campos Elísios, o hotel Royal Monceau foi projectado pelo arquitecto Louis Duhayon e inaugurado em 1928. A sua “nova cara” data já de 2008.
Foi celebrada uma “demoliton party” (festa da demolição) que marcou o arranque das obras. Não sobrou pedra sobre pedra do antigo hotel. Durante dois anos e com um custo de mais de 100 milhões de euros, o designer Philippe Starck ficou encarregue de transformar por completo toda a decoração. O extraordinário resultado começa logo pela entrada. Espaçosa, clássica e muito elegante. Em tons de vermelho e branco, iluminada por diversos candeeiros. Os porteiros que nos recebem fazem jus à mesma: estão todos elegantemente vestidos, très chic (diriam os parisienses).

Os 150 quartos, dos quais 54 suites, são inspirados nas décadas de 40 e 50 e decorados com obras de arte e móveis desenhados por Starck. Há um toque de rock and roll em muitos deles, com direito a guitarra e um estúdio de gravação portátil próprio.
A melhor de todas as suites encontra-se no último piso: um ático com um quarto, sala e casa-de-banho. A cama do quarto, grande e confortável, tem lençóis brancos italianos. Na sala podemos usufruir do serviço de 24 horas do hotel para provar os croissants, as frutas, os biscoitos ou os famosos macarrons disponíveis. A casa-de-banho é um autêntico “banho de luz”. Branca e revestida de espelhos por todos os lados, talvez se possa pensar que acabamos de entrar numa loja de diamantes. E no quarto também existe um outro espelho: encostado à parede, como se de um quadro se tratasse, é capaz de se transformar numa televisão através de um comando remoto.
O hotel é um ponto de encontro entre todos os tipos de arte. Possui a sua própria galeria, a “Art District”, que abriu com vários trabalhos do artista Jean- Michel Basquiat, pertencentes à colecção Enrico Navarra. Tem também uma livraria e um blogue, o “Artforbreakfast”. Quanto ao cinema, existe uma sala reservada para 100 hóspedes.
E na culinária pode optar por dois restaurantes, o “La Cuisine” e o “Il Carpaccio”. No primeiro, são servidas refeições variadas confeccionadas pelo próprio chef do Royal Manceau e as sobremesas têm a assinatura de Pierre Hermé, mais conhecido como o “pai” dos macarrons. O segundo é dedicado à cozinha italiana. Para relaxar a meio da tarde e beber um chá, basta ir até ao “Le Gran Salon”. Mas se lhe estava mesmo a apetecer uma massagem para acompanhar, não hesite. Existe um spa que espera a sua visita.
Aqui, é normal encontrar actores, directores, cantores ou modelos como vizinhos de porta. Se estiver disposto a pagar cerca de 800 euros por noite, então desejamos-lhe uma boa estadia.






Nem tudo o que flutua é um Ark Hotel
Nem tudo o que flutua é um hotel. Pois bem: neste caso, é. Não um barco de cruzeiro, não um iate de um qualquer milionário. Aqui agarramos o touro pelos cornos e passamos a habitar a superfície das águas invasoras. O Ark Hotel transforma a arca da salvação das espécies num elegante bio-hotel, onde até Noé é um passageiro VIP.

Não vale a pena dizer «Não posso crer!» que o nível do mar está a subir. Se o nível do mar está a subir, logo menos espaço terrestre nos sobra – aos incautos humanos e às cândidas outras criaturas. Ora, numa espreitadela futurista saltamos sobre o invasor e passamos a habitá-lo. Fiquem a conhecer por dentro e por fora le nouvel Ark Hotel.
A arquitectura deparou-se com um periclitante novo paradigma. O mundo hoje não suporta mais repentinas ventanias e está cada vez mais semelhante a um castelo de cartas. Os tempos idos comprovam ciclos naturais marcados por apoteóticas catástrofes e, alegam uns e comprovam as estatísticas da frequência de calamidades, um novo ciclo está iminente.
Concordemos que de tempos a tempos todo o ser inteligente se livra das impurezas e que o dilúvio bíblico não é o único relato de um duche planetário. Hoje em dia, o ser humano detém a tecnologia suficiente para, pelo menos, adiar este exorcismo. Podemos parar de fazer comichão e sermos nós próprios a purificar, a enxugar, o planeta. Está na altura de reunir esforços para um futuro mais estável. Ou não. E é da fria Rússia que chega o protótipo flutuante – o Sputnik dos hotéis.


A Rússia nunca desejou manter uma paz fingida e já ninguém tem paciência para birras bélicas. É precisamente desta neve que chega o calor do futuro, da preservação da espécie humana – sem fronteiras, sem selecção, sem geopolitik. É um projecto aberto ao mundo, open source, onde cabemos todos, sem a artificialidade selectiva de um perecido Noé, ou pseudo-conspirações hollywoodescas 21/12/2012. É hoje, na Rússia, que nasce o Ark Hotel.
Imerso nesta tomada de consciência, o escritório de arquitectura Remistudio desenvolveu, dentro no âmbito do programa Architecture for Disaster Relief, o conceito de um hotel flutuante, com uma bela e extravagante estrutura em forma de arco e uma parte inferior semelhante ao casco de um navio, aguentando marés fortes e desastres “naturais” (vamos jogar ao jogo vamos-enumerar-recordações-de-catástrofe-naturais a ver se isto faz sentido).



A arquitectura deste hotel permite a sua construção na água ou em terra firme. Quando em terra firme, o Ark Hotel pode ser utilizado em zonas de grande incidência de terramotos, porque o seu esqueleto de cabos de aço e arcos de madeira comprimidos permite que a energia do terramoto seja distribuída por todo o corpo do edifício. O Ark Hotel ergue-se a cerca de 30 metros de altura.
Uma eco-construção de tal estatura foi pensada como um conjunto de etapas sequenciais. Uma unidade de transformação de energia térmica em energia eléctrica é o suporte central energético de onde toda a disposição recebe a energia necessária. Segue-se a montagem da coluna vertebral, feita de arcos de madeira e cabos de aço comprimido, e de seguida a cobertura, transparente como convém à maximização da penetração da luz natural - 3200 metros quadrados de área cobertos por uma película mais leve que o vidro, o etileno tetrafluoretileno. O Ark Hotel é uma bonita estrutura, em forma de concha.
O edifício é retro-alimentado com um sistema de reutilização de água da chuva e placas fotovoltaicas instaladas na cobertura. É claro, isto é um hotel – tem quartos, distribuídos em quatro andares. Quando se acorda de manhã e se sai de sonhos levemente ondulantes para o pequeno-almoço atravessa-se o jardim interno – uma biosfera tipo estufa –, povoado por uma flora luxuriante e animais, toda esta natura escolhida de acordo com as diversas características de compatibilidade, reprodutibilidade, fornecimento de fontes de alimentação, eficiência de produção de oxigénio, etc.. Os pássaros voam livremente dentro deste hotel e as tulipas não morrem lentamente em jarras de cristal.
Esta estrutura futurista destaca-se pela autonomia, ou, como diz Alexander Remizov, do Remistudio, ao Daily Mail, pelo “sistema de suporte de vida independente”, garantindo aos seus “hóspedes” sobreviver (viver) a bordo durante meses seguidos. Talvez tempo suficiente para os presentes tempos.



De preferência, que não tenhamos a necessidade de colocar o pé nesta apetecível e pacífica arca, mas, de qualquer forma, é bom saber que temos um poiso na praticamente inevitável curva exponencial de suicídio colectivo. A tomada de consciência ou foi ontem, ou não foi. E não nos enganemos mais. Não é catastrofismo, é o tapete encardido que estendemos para nós próprios. Cada um de nós, mea culpa.
Por fim – enquanto nada de definitivo resulta das nossas acções para pacificar a relação com o único habitat que temos, há que encontrar soluções urgentes e simbióticas. Esta mini-utopia é uma manifestação de que é possível coexistirem humanos e restante natureza no mesmo planeta. O exemplo é excelente – eco-friendly é possível. Felizmente, temos “hotéis-arca”: um sítio agradável para passar as mais longas férias da história da humanidade.
Por fim – enquanto nada de definitivo resulta das nossas acções para pacificar a relação com o único habitat que temos, há que encontrar soluções urgentes e simbióticas. Esta mini-utopia é uma manifestação de que é possível coexistirem humanos e restante natureza no mesmo planeta. O exemplo é excelente – eco-friendly é possível. Felizmente, temos “hotéis-arca”: um sítio agradável para passar as mais longas férias da história da humanidade.
Todos a bordo!
Gozo Sonhando_-_Ricardo Reis
Gozo sonhado é gozo, ainda que em sonho.
Nós o que nos supomos nos fazemos,
Se com atenta mente
Resistirmos em crê-lo.
Não, pois, meu modo de pensar nas coisas,
Não, pois, meu modo de pensar nas coisas,
Nos seres e no fado me consumo.
Para mim crio tanto
Quanto para mim crio
. Fora de mim, alheio ao em que penso,
O Fado cumpre-se. Porém eu me cumpro
Segundo o âmbito breve
Do que de meu me é dado.
Odes De Ricardo Reis
Ricardo Reis
Ricardo Reis
Líder do gang que torturava rivais com cebolas foi barbaramente torturado por gang rival com o uso de brócolos e couve-flor
O líder de um gang mexicano que faz tráfico de droga, de armas, de singles em vinil do “ Cavalos de Corrida” dos UHF e de memorabilia do Passeio dos Alegres, de Júlio Isidro, tortura os elementos de bandos rivais com cebolas, sendo uma mistura de Dexter com Maria de Lurdes Modesto.
Porém, os líderes dos gangs rivais vingaram-se e raptaram o psicopata gastronómico, torturando-o barbaramente durante 15 dias. No brutal espancamento foram usados brócolos, raminhos de salsa e caldos de galinha Knorr. O ritual de tortura atingiu um horror inimaginável, com instrumentos atrozes saídos das masmorras da Inquisição Espanhola: tomates, pepinos, beringelas, cenouras, folhas de louro, molhos de coentros, nabos, alfaces, rúcula, couve-flor, aboborinhas pequenas, pimentos vermelhos, pimentos verdes, aipo picado, agrião sem caules e molho vinagrete! A crueldade humana não cessa de nos espantar. A.M
Andreas Verheijen_-_"engenheiro das flores"
Andreas Verheijen esculpe plantas e flores com a mesma maestria com que o artista lavra estátuas em mármore, pedra ou madeira. Conhecido como "engenheiro das flores", trabalhou durante 15 anos no Harrods Flower Department em Londres, cidade onde manteve também a sua floricultura.
Quem conhece a sua origem não se surpreende que os caminhos da vida o tenham levado a trabalhar na área da botânica. Nasceu e foi criado em Zundert, uma cidade da província de Brabante do Norte, nos Países Baixos. É um dos municípios com maior participação na agricultura do país e berço do desfile de flores mais antigo, exuberante e singular da Europa.
Existe um ditado que diz que um dos maiores presentes ou recompensas de lidar com a flora é a restauração dos cinco sentidos. Entretanto, o trabalho de Andreas transborda no visual. A sua escolha é feita com cuidado e se fundamenta nos motivos do fim que se quer obter. Ele revela a beleza da forma desde as flores populares até as mais nobres, incluindo também musgos, palmeiras, galhos, gravetos e frutas ornamentais.

Em suas mãos vemos nascer arranjos inusitados em vasos de porcelana, troféus e taças. Arbustos e plantas são esculpidos em formas geométricas e animais. Ornamentos etéreos para a cabeça e o espírito. Montagens delicadas e grandiosas em urnas. Intervenções que consistem no conhecimento de técnicas de jardinagem, como o cultivo das plantas e, particularmente, as podas. Sem mencionar o conhecimento sobre os detalhes da arte e da estética.
O uso das cores é outra parte fundamental na sua rotina de trabalho. E ele sabe como destacá-las em seu habitat. O frescor e brilho do verde no musgo e nas folhagens. A explosão de vermelhos e rosas. A fluorescência de amarelos e laranjas. A linguagem das cores é tão dinâmica e forte que, por um momento, nos indagamos se não estamos diante de uma ilustração ou qualquer realização cinematográfica extravagante. De maneira equivocada.
Atualmente, Andreas trabalha como designer de flores para o Dutch Flower Council, e realiza eventos e exposições em que demonstra e ensina a sua técnica e estilo particulares para uma platéia volumosa de olhos bem abertos.

Quem conhece a sua origem não se surpreende que os caminhos da vida o tenham levado a trabalhar na área da botânica. Nasceu e foi criado em Zundert, uma cidade da província de Brabante do Norte, nos Países Baixos. É um dos municípios com maior participação na agricultura do país e berço do desfile de flores mais antigo, exuberante e singular da Europa.
Existe um ditado que diz que um dos maiores presentes ou recompensas de lidar com a flora é a restauração dos cinco sentidos. Entretanto, o trabalho de Andreas transborda no visual. A sua escolha é feita com cuidado e se fundamenta nos motivos do fim que se quer obter. Ele revela a beleza da forma desde as flores populares até as mais nobres, incluindo também musgos, palmeiras, galhos, gravetos e frutas ornamentais.

Em suas mãos vemos nascer arranjos inusitados em vasos de porcelana, troféus e taças. Arbustos e plantas são esculpidos em formas geométricas e animais. Ornamentos etéreos para a cabeça e o espírito. Montagens delicadas e grandiosas em urnas. Intervenções que consistem no conhecimento de técnicas de jardinagem, como o cultivo das plantas e, particularmente, as podas. Sem mencionar o conhecimento sobre os detalhes da arte e da estética.
O uso das cores é outra parte fundamental na sua rotina de trabalho. E ele sabe como destacá-las em seu habitat. O frescor e brilho do verde no musgo e nas folhagens. A explosão de vermelhos e rosas. A fluorescência de amarelos e laranjas. A linguagem das cores é tão dinâmica e forte que, por um momento, nos indagamos se não estamos diante de uma ilustração ou qualquer realização cinematográfica extravagante. De maneira equivocada.
Atualmente, Andreas trabalha como designer de flores para o Dutch Flower Council, e realiza eventos e exposições em que demonstra e ensina a sua técnica e estilo particulares para uma platéia volumosa de olhos bem abertos.

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