sexta-feira, 25 de abril de 2014


Estava frio e o meu pulsar tornava-se tão descontrolado pelo teu anseio. Cheguei a ter medo que não viesses porque estavas a demorar. Em meu redor encontravam-se montes de pessoas e só lá faltavas tu. Cheguei a desesperar e apetecia-me gritar para que viesses.
Olhava para o castelo, o sol ainda lá estava, já sabia a quantidade de pessoas que lá havia e a dor aumentava.
Mas não foi preciso mais.
Sabes a minha visão não é das melhores mas a alguns metros do lugar onde te encontravas eu consegui distinguir-te por entre todos os outros. Ia-me apressar para não te fazer esperar, tremelicava por todos os lados.
O frio continuava mas nem me importava que ele se fizesse sentir.
Estavas ali e isso bastava-me, chegaste, sentaste-te mesmo ali ao meu lado onde prolongamos a nossa conversa durante horas fazendo parte delas imensas gargalhadas, carinhos e ausências. Fez tudo sentido, encaixaste em todas as expectativas que tinha para ti. Estavas completamente lindo.
A pele macia, o cabelo loiro que eu tanto gosto. Sabes o que é aquela sensação de calor humano, de cumplicidade e empatia ?
Havia entre nós.
Proporcionaste-me momentos fabulosos cheios de energia positiva, conversas paralelas e caminhadas. Fomos devagarinho com medo de nos precipitar-mos.
Mas não, tudo corria às mil maravilhas.
Mas, chegou a hora da despedida e tive que abandonar-te. O frio corroeu-me por dentro e não te queria largar a mão. É nestes momentos que queria que o tempo parasse. Aninhaste-me bem perto de ti, nos teus braços, como se eu me pudesse evaporar se tu não me agarrasses com força suficiente. Fizeste-me acreditar de novo nos sonhos, deste-mos e agora poderia fazer deles o que eu quiser.
Obrigada por estes 3 anos